Dicas e Afins: O fabuloso destino de Amélie Poulain

Um tempinho atrás (Leia-se uns 3 anos), em uma bate papo com um amigo ele me disse: “Bia, você é a muito parecida com a Amélie Poulain, vá atrás do filme“. Na época eu vi só as fotos do filme no google e pensei: “Esse carinha tá doido”. Mas sabe, você não escolhe o filme, o livro e a música, não! Você é escolhido por eles! (Vai por mim). Então Amélie me escolheu esse final de semana.

Amélie Poulain é uma moça (Linda a atriz), francesa (Acho lindo os biquinhos), que é garçonete em um café e mora sozinha. Mas antes disso, no começo do filme, onde passa os créditos, mostra ela criança e suas brincadeiras (Que lindo). O narrador vai falando dos personagens exatamente como eu imagino as pessoas: Do que elas gostam e do que elas não gostam, porém focando nas coisas mais simplistas da vida. Mostra a infância dela (Me lembrou muito a minha por sinal) e a menininha que faz é uma coisa fofinha demais!

Amélie tem uma imaginação além do alcance (Tá, aí alguém que chegou bem próximo da minha imaginação), que tem um emprego simples e uma vida simples. Sua felicidade é jogar pedras em um rio, córrego, não me recordo agora. Ela tem grande dificuldade de manter relações com as pessoas e por isso não se incomoda em ser sozinha.
Então como a vida gosta de fazer suas traquinagens, Amélie por um “acaso” descobre uma caixinha escondida atrás da parede do seu banheiro. É uma caixinha de alguma criança, escondida há 40 anos. A moça decide entregar para o seu dono e observar como ele vai reagir. Dependendo da reação, ela terá uma atitude que vai mudar sua vida. (Semelhança com uma moça ai, né?).

A partir de então Amélie tem como seu grande objetivo (e diversão) ajudar todas as pessoas ao seu redor, de uma forma leve, bem suave, e claro, anônima. Ela passa a estabelecer relações com as pessoas do seu prédio e do seu trabalho. E se sente bem com isso. (Tá aí uma coisa que me marcou muito, fazer o bem). 

O filme tem simplesmente uma fotografia maravilhosa, uma trilha sonora que me fez ficar muito tempo na internet procurando. Sem contar que tem o seu lado lúdico onde objetos inanimados tomam vida! O narrador é impecável! E a forma como a trama é contada é simplesmente incrível e apaixonante. O filme mostra cores, formas, detalhes tão lindos, porém com a beleza surreal da simplicidade.

Amélie é sinceramente uma moça como poucas. Pois ela não tem muitas pretensões na vida, além de se sentir feliz e com coisas simples. Se sentir feliz porque fez bem aquela zeladora, ou ainda, porque deu uma lição no dono da barraca que é sem coração. Ela não quer dinheiro, status ou fama. Ela só quer fazer bem aos outros e ter a sua vida tranquila.

Mas nessa jornada dela, despretensiosa, ela encontra alguém (Oun!), um rapaz que faz seu coração bater mais forte. A parte legal do filme, é que Amélie não é uma moça boba que acha que ele vai chegar de cavalo branco e nem sonha com aquele amor que estamos cansados de idealizar, ela é simples. E sem contar que ela passa por uma grande transformação interna para viver esse lindo amor. O filme me conquistou pois a personagem não esperava por isso, não era o grande sonho dela ou ainda algo que ela buscou, simplesmente aconteceu. Como na vida real.

Bem demorou, mas finalmente conheci a senhorita Amélie. Entendo agora que somos parecidas, não pelo corte de cabelo, mas por várias coisas. E realmente adorei o filme!
Esse é daqueles que você sorri sem perceber que está com cara de bobo! 

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