Insights: Conselho é bom, ou não?

Sempre fui procurada por amigos, colegas, às vezes desconhecidos (É estranho, mas é verdade), para ouvir aquele relato aflito, e sim, dar algum conselho. Quando alguém me conta algo, sinto uma coisa estranha formigando dentro de mim dizendo: “Ei, psiu, fala alguma coisa aê!”. Há um certo conforto em eu ser a escolhida para ouvir alguém. Me

sinto bem, e isso sempre aconteceu em alta frequência. É corriqueiro eu ouvir: “Nunca contei isso pra ninguém” ou ainda “Nossa, não sei o que acontece, mas eu me sinto bem em me abrir com você”. Uau! Isso é o máximo da minha vida. Sim, ser escolhida para ouvir a historia de alguém, compartilhar os sentimentos da pessoa, fazer parte daquele momento especial da vida. É uma alegria imensa. Sou sortuda por ter esse “dom”. É algo realmente emocionante, mas ter o respeito e saber que aquilo deve parar em você, e o sigilo é a lei, é mais importante ainda.

Quando contamos algo de nossas vidas para alguém, de uma forma subliminar estamos querendo a opinião daquela pessoa. Se não é isso, pelo menos é algo que sempre está no ar. Somos pegos por um amigo, colega, que chega e nos conta algo e então o que acontece? CARA DE ALFACE! (Expressão usada por uma linda professora minha). Às vezes o conteúdo daquela confissão é tão pesado que nem sabemos ao certo o que pensar. Ou ainda, é tão irrelevantes diante de nossos problemas internos, que achamos idiotas pequenos demais para ser realmente um problema.

Eu sei, eu também queria uma solução mágica para todos os meus problemas, dúvidas e angustias. Adoraria conversar com alguém que falasse “Faz isso” e sempre desse incrivelmente certo! Mas não funciona assim não (Não é pra desanimar, calma!). Infelizmente não funciona assim por “N” motivos. Não vou citar todos (Isso ficaria gigante, já que são “N”, né?), mas acho que os principais são importantes. Quando recebemos conselhos de alguém temos que levar em conta: O momento de vida da pessoa, a historia de vida dela, se o que contamos remete ela para algo que ela tenha vivido, e claro, qual o interesse dela sobre a solução A ou B.

Isso também vai servir de medidor para você aconselhar, pois você pode dar um conselho agora, que daqui há 1 ano não fará o menor sentido, e até pode te causar arrependimentos. Afinal, ter o poder de influenciar a vida de alguém é muito sério.

Opinar, sugerir ou até mesmo afirmar algo para alguém em uma determinada situação (que normalmente a pessoa vai estar fragilizada) é algo que devemos ter mais cautela do que o normal. Por isso, incite a dúvida! Isso mesmo, coloque a pessoa pra pensar!
Conselho bom é a conclusão que a pessoa chega, é a resposta interna que acende, é a intuição que tem voz. Por isso, mostre as possíveis resoluções e suas consequências e deixe que a pessoa pense por si mesma. Pode ter certeza, isso vai ser mais valioso do que um conselho fechado, imutável, conclusivo e determinante.

E você? Pegue isso! Ao ouvir um conselho se questione, imagine as consequências e escolha o melhor caminho. Afinal, ninguém melhor do que você mesmo para saber até onde segura e aguenta as coisas, não é mesmo?

Têm sugestão? Quer insight sobre algum assunto? Tem dúvidas? Criticas ou algo? Então vem aqui. 

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