Notícia Boa: Projeto voluntário ajuda crianças com câncer no Maranhão

Donnos da Alegria visita semanalmente cerca de 300 crianças em São Luís.
Projeto recebe, também, famílias do interior do Estado para tratamento.

donnos_destaqueTransformar a dor em solidariedade. Foi assim que o Projeto Donnos da Alegria começou em São Luís, com o objetivo de amenizar o sofrimento de crianças com câncer. Inicialmente, a ONG apenas realizava visitas aos pacientes, com voluntários vestidos de palhaços. Mas a iniciativa cresceu, e hoje, também abriga na Casa João Paulo II, pessoas que são do interior do Estado e estão em tratamento contra o câncer, na capital. As ações são lideradas pela Fundação Antônio Brunno, uma homenagem ao idealizador da entidade, Antônio Brunno de Sousa, que, aos 22 anos, morreu vítima de um câncer no mediastino.
“Nós mantemos a fundação somente com a ajuda de famílias e pessoas que são ativas da fundação. Não temos a ajuda financeira governamental e nem da iniciativa privada. Uma vez por mês fazemos um jantar beneficente no valor simbólico de R$ 5,00, cada prato de comida. Além disso, fazemos também em três finais de semana do mês a venda de água nas praias e em semáforos da cidade. O nosso trabalho é voltado para a Casa de Apoio e para os pacientes em tratamento”, explica a coordenadora da Fundação, Adriana Pessoa.

A Casa João Paulo II, que atualmente abriga 25 pessoas, fica no bairro do Cohatrac I, em São Luís. O espaço oferece, gratuitamente, acomodação, deslocamento para hospital, alimentação e apoio psicológico. As famílias são encaminhadas por meio do Hospital Aldenora Belo, uma vez que a unidade só recebe pacientes cadastrados, até mesmo os que estão em situação de emergência.
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O Projeto Donnos da Alegria foi concebido com a preocupação de ser responsável em seu objetivo. Antes de começar as visitas, por exemplo, os colaboradores fizeram curso de teatro e conversaram com psicólogos sobre a melhor maneira de abordar as crianças em tratamento. Ao final de cada encontro, são feitos relatórios para o acompanhamento específico dos pacientes. Semanalmente, o projeto visita cerca de 300 pessoas e em um ano e meio, 800 pacientes já foram atendidos.

Contudo, a Fundação Antonio Bruno enfrenta algumas dificuldades. Um exemplo é a locomoção dos pacientes, já que são várias consultas agendadas diariamente e não há carros exclusivos para a entidade. “Os meios de transporte acabam sendo a parte mais difícil, uma vez que há dias em que os pacientes têm consultas agendadas para 7h e outra só às 11h. Deixar um paciente oncológico em um hospital esperando por horas é desumano, mas, lamentavelmente, isso já aconteceu”, explica Antônio Sousa, também coordenador da Fundação.
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Sobre o idealizador do Projeto
Desde os sete anos, Antônio Brunno já era voluntário em projetos que ajudavam crianças e famílias carentes. Inspirado na entidade Doutores da Alegria, ele iniciou o projeto Donnos da Alegria em São Luís.  Juntamente com alguns amigos, formou um grupo que, posteriormente, viraria a Fundação Antônio Brunno.

Após alguns cursos, como por exemplo, o de palhaço que foi realizado diretamente com os Doutores da Alegria, Brunno conciliou o tratamento com a criação do projeto. Antes de ir para São Paulo para realizar seu tratamento, ele concluiu o planejamento e a relação com os nomes das pessoas que iriam auxiliá-lo posteriormente. Mas tudo isto não foi compartilhado com ninguém.

Em sua estadia em São Paulo, foi visitado por um dos voluntários do grupo Doutores da Alegria e percebeu o quanto esta atitude é capaz de mudar a vida do paciente. Convivendo também com pessoas que vinham do interior para fazer tratamento, ele observou a dificuldade de algumas famílias que não tinham dinheiro para a estadia e ficavam em péssimas condições. Neste momento, decidiu levar para sua casa uma família, que permaneceu por oito meses no local.

Apesar do tratamento, no dia 28 de fevereiro de 2011, Antônio Brunno morreu em Barretos, São Paulo. Um mês após o sepultamento, Adriana Pessoa (que é irmã do idealizador) e outras 25 pessoas, que estavam na relação que Antônio Brunno havia feito anteriormente, colocaram o projeto em prática. Em um ano e meio, a fundação já auxiliou 800 pessoas, dentre famílias alojadas e pacientes visitados.

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