Insights: Sobre o Grunge!

Não, não vou me desculpar pelo abandono que causei aqui!

Irei simplesmente ignorar e seguir em frente como uma boa garota durona que sou, aliais, este é o tema que vamos falar hoje, ou não.

Ao chegar no meu último ano de psicologia, me deparei com algo temeroso: TCC! E nada melhor do que falar de algo que mexe com o seu coraçãozinho, e o meu pulsa por Seattle! 

IMG_2933Fui infectada pelo bichinho do Grunge aos 16 anos e desde então é isso, uma garota grunge. Mas o que dizer disto?

Talvez não seja somente um movimento musical que começou no final dos anos 80 e inicio dos anos 90, onde eu ainda era uma pivetinha que curtia muito a  Xuxa Angélica.
Já ouvi bastante que Grunge não é só música, é alma. Talvez isso faça algum sentido, já que todos que conheço que são adeptos do estilo musical tem  algo em comum: a dor. 

Sim! Somos loser’s e gostamos disto! Somos os excluídos, os estranhos, os que nunca são convidados. E nos orgulhamos disto! Analisando o contexto social de quando o movimento musical surgiu, era o inicio de famílias desfragmentadas por separação dos pais, jovens que não tinham o estilo Yuppie de ser e, não iriam ter grana pra isso. Os sujos (grungy) tiveram sua vez, já que nem todo mundo era bonitinho e popular para pertencer ao boom da época.

pulled-apartLindo, lindo cara! Os excluídos tomando conta da Billboard! E isso foi sim um choque na sociedade da época, pois jovens que não tinham um futuro brilhante, eram a bola da vez. Por que? Porque todo mundo sente dor, e eles sim expressavam isso com muito talento.

Tá certo, as bandas não eram músicos ao estilo Dream Theater, mas isso que faz o Grunge ser são belo, o jeito torto e com dois pés no peito. A coisa do faça você mesmo e faça de verdade. Isso é genial!

O sarcasmo e a ironia presentes nos músicos e nas letras, a coisa do eu não sei fazer, mas foda-se dane-se, estamos aqui! Leva isso ao um nível muito além da música, isso leva as pessoas a acreditarem que podem, sim, de alguma forma, fazer algo.

O que eu mais acredito no Grunge, é o acolhimento que tem. Se você IMG_3080tem uma dor, não importa se ela é da sua família, de alguém que você perdeu, de um amor horrível que você teve, você pode chegar, estamos aqui, somos loser’s também.

Não ser aceito na sociedade, não ter os padrões de beleza, não ter grana e ainda por cima, ter uma dor imensa dentro de você é algo que os Grunges conhecem bem. E o que fazemos disto? Cuspimos na sociedade, claro! Sim, é disto que estamos falando, somos excluídos, mas existimos, querendo você ou não!

A moda usou bastante o grunge, o comercio e claro, o consumismo, matando por completo a fonte de tudo: Não estamos aqui para agradar.

“Eram as nossas coisas que, de repente, pertenciam a pessoas com quem você nunca pensou em compartilhar suas músicas. Como os periódicos mainstream e revistas. Você percebe que tem muitas pessoas ganhando dinheiro vendendo a ideia da cena de Seattle, grunge ou sei lá o que for… Mas é isso que torna a cultura pop tão significativa para os consumidores.”, sentencia Kim Thayil, guitarrista do Soudgarden no documentário Hype! (1996)

É podemos estar “mortos”, mas acredito muito em quem foi mordido pelo Grunge, terá sua vida completamente modificada. Pois teremos a empatia como foco principal. Quando se conhece a dor, nunca mais é o mesmo!

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Não somos bons em socializar, não somos bons em relacionamentos, aliais, com coisas bonitas. Mas somos bons em ver que o outro é especial do jeito que é. E isto faz com que passamos o limite do que podemos chamar de movimento musical. Drogados? Bêbados? Depressivos? Sim, alguns, mas como encarar a exclusão e a dor? Não, que eu defenda o consumo de entorpecentes para encarar os problemas, mas defendo a humanização daquilo que ninguém quer encarar: a dor.

Viva o Grunge, viva a ironia, o sarcasmo e a música. Isso sim é bonito de se ver! Gosto de ver um bom show grunge e todos unidos por uma coisa além das palavras, algo que ninguém é capaz de explicar, somente aqueles que sentem dentro se si.

Come on man! Somos loser’s querendo diversão!

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